31 de dez de 2015

KORZUS: banda dá depoimento sobre a morte de Lemmy Kilmister


Os integrantes de um dos pilares do Heavy Metal nacional, o KORZUS, expressaram seus sentimentos sobre a passagem de Lemmy Kilmister. Confira abaixo:

Marcello Pompeu - "Lemmy era um ícone, um verdadeiro guerreiro do metal, manteve-se na ativa até seu último momento, deu a chance para a nova geração poder vê-lo em ação, certamente uma inspiração para todos nós..... Que pena...."

Dick Siebert - "O mestre se foi, e deixa seu legado na história da música pesada, o respeito e atitude as regras básicas do rock... Obrigado Lemmy Kilmister!"

Rodrigo Oliveira - "Lemmy nos deixou, deixou uma discografia maravilhosa, deixou uma verdadeira vida rock'n'roll, deixou verdadeiros shows de rock'n'roll, mas infelizmente ele deixa o palco pela última vez. Vamos celebrar a história e a vida do verdadeiro Rock'n'Roll Man, vamos manter a chama acesa e ouvir suas obras em alto e bom som, até chegar a nossa hora de deixar o palco pela última vez.

Antonio Araújo - "Fiquei arrasado com a notícia... Lemmy foi uma personalidade que transcendeu a sua música de forma a se tornar um ícone de várias gerações de rockers... Autêntico e verdadeiro até o osso... Fica mais uma vez essa sensação horrível de perda de um dos pilares do Rock pesado. Não dá pra substituir. Não dá... Lemmy is God."


29 de dez de 2015

2015: um ano para lamentar, agradecer e meditar


Por Marcos "Big Daddy" Garcia


O ano de 2015 está chegando ao final, marcado por muitos problemas em escala nacional e global. Nem preciso citar muitos, pois não creio que as pessoas venham a esquecer tão cedo os ataques terroristas ao Charlie Hebdo, a Paris, massacres do Bokum Haram, a fuga de refugiados sírios e nigerianos para a Europa, a ruptura da barreira de Mariana e contaminação do Rio Doce e do litoral do Espírito Santo. E não podemos esquecer a crise político-econômica que nasceu junto com o início do segundo mandado de Dilma como presidente do Brasil.

Percy Weiss
Infelizmente, 2015 para os fãs de Metal e Rock em geral foi marcado por enormes perdas para o gênero. 

Chris Squire (baixista do YES), Alexandre Rangel Araújo (vocalista do ATTOMICA), Percy Weiss (ex-vocalista do MADE IN BRAZIL, entre outros), Philty Animal Taylor (ex-baterista do MOTORHEAD), Lemmy Kilminster (baixista/vocalista e líder do MOTORHEAD), e ainda por cima, o fim do DR. SIN... Todos eles muito importantes, e isso nos leva a um questionamento:

Os grandes estão partindo, logo, quem tomara os seus lugares?

É necessário que o headbanger deixe de ser tão conservador e deixar que novos mitos surjam e que tomem o lugar daqueles que estão partindo. E Lemmy, sempre ele, é um exemplo para muitas coisas.

Lemmy, para quem são sabe, foi um dos maiores lobbystas por iniciantes. SAXON, GIRLSCHOOL, TWISTED SISTER, PLASMATICS, WARFARE, todas são bandas que ele deu uma forcinha, seja como for. Lemmy tinha prazer em receber o que era novo, em abrir portas e permitir que novidades fossem bem recebidas. Uma das mais célebres é a gravação de "Born to Raise Hell" em que ele gravou um vídeo tendo Ice-T (célebre cantor de Rap e de Metal) e Whitfield Crane (do UGLY KID JOE) nos vocais junto com o velho mais aloprado e sacana do Rock. 

Além de lobbysta do bem, ainda mostrava um puta senso de humor e abertura ao que era diferente. Se não fosse lendário, muitos tacariam pedras no velhinho.

Lemmy
Ainda sobre Lemmy, ele nos deixou um legado que vai muito além da música, como a educação polida, uma honestidade ácida, e um sarcasmo forte. Mas sempre embalado por uma sabedoria profunda e um conhecimento que, muitas vezes, transcendia a estética mental que muitos dos chamados "troos" não conseguiriam aceitar nem em um milhão de anos. 

Voltando: a partida dos velhos demanda o surgimento de jovens valores, que virão levar a tocha adiante. É assim, sempre foi e sempre será.

Há potencial para isso, pois existem bandas que, em 2015, lançaram discos excelentes. Tudo bem que IRON MAIDEN com "The Book of Souls" e SLAYER com "Repenteless" voltaram às boas, mas bandas jovens como HAMMERCULT, ETHEREAL, ARANDU ARAKUAA, VOICELESS, STONE COLD DEAD e outros mostram disposição para segurarem a barra pesada quando alguns gigantes tanto do exterior quanto do Brasil vierem a parar. E isso sem falar nos experientes JACKDEVIL, HIBRIA, KAMALA e outros que andam crescendo demais em termos qualitativos.

Em termos de festivais, três merecem menção honrosa: Monsters of Rock, Rock in Rio e Metal Land.

O Monsters of Rock, com seu formato de dois dias, caiu muito bem para o público. As criticas que este autor se dá o direito de fazer são: a necessidade de termos alguns nomes mais jovens e/ou inéditos, e uma maior abrangência de estilos. Apenas essas, mas entendo a necessidade de headliners batidos, já que, como todos sabem muito bem, poucas são as bandas internacionais que conseguem chamar o público necessário para se ter algum retorno comercial da coisa.


O Rock in Rio, nesta versão que andou sendo tão criticada, teve três dias dedicados às vertentes mais pesadas do Rock. E a presença de monstros como MOTLEY CRUE em sua tour de despedida, do GOJIRA e seu peso mais moderno, o lado sombrio representado pelo MOONSPELL (que teve a participação de Derrick Green, do SEPULTURA), o Metal Industrial pesadelo do MINISTRY, do novato de sucesso MASTODON, e as surpresas do HOLLYWOOD VAMPIRES e LAMB OF GOD justificam uma nova versão em breve. E ANGRA, NOTURNALL, KROW, MOTOROCKER, AGE OF ARTEMIS, ABOUT2CRASH, REPUBLICA, EMINENCE representaram bem o peso nacional. Óbvio que houve uma avalanche de mimimis por conta da terceira vez seguida do METALLICA como headliner, mas lhes pergunto: se não for um nome do porte do METALLICA, IRON MAIDEN, AC/DC ou BLACK SABBATH, qual banda poderia ser e arrastar multidões?

Metallica

Pensem nisso antes de criticar, e em sua responsabilidade em apoiar mais bandas. Se bem que para muitos, pensar por si mesmo deve causar dores imensas...

Krow no Rock in Rio 2015

Ainda sobre as críticas ao Rock in Rio, muito se falou das bandas "underground" não estarem lá. Dou-me o direito de perguntar qual é a concepção de underground que algumas pessoas possuem, e mesmo se alguma das bandas nacionais acima é tida como "vendida". 

Mais uma vez: pensar besteiras com a evidência clara de que suas palavras estão erradas, e na sua cara? Realmente, as cefaléias devem ser imensas!

O Metal Land, por sua vez, mostrou-se um evento ótimo e de bom nível profissional, com um cast quase todo de bandas nacionais (exceto pela presença de Tim "Ripper" Owens). Mas infelizmente, o público não compareceu como poderia (e deveria) ir. 

Voodoopriest

Espero que isso não desanime a equipe, e que possa existir uma segunda versão em 2016.

Antes de encerrar, teço uma crítica aos headbangers brasileiros: nunca, em meus 32 anos dentro do gênero, vi tamanha divisão no cenário.

É muito truísmo, muita regrinha boba que não faz sentido, e que acaba resultando em ofensas mútuas e desunião, no afastamento do público de eventos. Muitos shows este ano deram prejuízos severos a promoters locais e tour managers. Se não gosta de como alguém pensa, apenas o deixe em paz, não é necessário declarar guerras sem nexo, onde ninguém sai ganhando. Os únicos que ganham com isso são oportunistas de porta de botequim, que possuem prazer em ver o Metal eternamente como um estilo amador, e tocando em equipamentos ruins que nem mesmo bandas cover aceitam.

Hora de acordarem, pois não existem crianças aqui.

Em termos de lançamentos, vou ser breve: lá fora, a maioria ainda prefere o continuísmo. Mais uma vez, "The Book of Souls" e "Repentless" são ótimos discos, mas não apresentam nada muito diferente do que IRON MAIDEN e SLAYER já fizeram. E muita banda nova quebrou a banca. Torno a citar HAMMERCULT, ETHEREAL e STONE COLD DEAD como ótimos. Dê-lhes uma chance de convencerem vocês, saiam da zona de conforto.

Monstractor
No lado nacional, o Brasil vai muito bem, obrigado. Bandas como KAMALA, PÚRPURA INK, DIRTY GLORY, FÚRIA LOUCA, JACKDEVIL, HIBRIA, MONSTRACTOR e outros lançaram discos fantásticos, assim como discos de músicos nacionais como LUÍS KALIL e NANDO MORAES são obras-primas. Larguem a mania de "culto ao que vem de fora" e olhem mais para o Brasil. E ainda temos a expectativa que NERVOSA, PANZER, ANCESTTRAL, YEKUN, SINAYA, THE BLACK ROOK, HELLARISE venham logo com trabalhos excelentes.

No mais, 2015 está acabando, deixando um gosto bem amargo na boca. Mas prefiro pensar que, depois dessa tempestade, virá uma bonança e tanto.

Feliz 2016 a todos!

SINAYA e EXODUS em São Paulo/SP!


O quarteto SINAYA será a banda de abertura no show do Exodus dia 24/01/2016 no Carioca Club.

As garotas prometem muitas novidades para 2016, além da gravação e lançamento do álbum oficial.


‘’Estamos muito animadas e focadas para 2016 e começaremos o ano com o pé direito abrindo para o Exodus. Tem muita coisa legal pra acontecer e devemos isso aos fãs, produtores e todos que acreditam na gente!’’ diz Mylena, vocalista e guitarrista da banda.

Além disso, elas acabaram de lançar o vídeo clipe oficial chamado ‘’Buried by Terror’’. Confira em: 


Os ingressos estão à venda através do site www.clubedoingresso.com.br.

Para saber mais sobre a banda, você pode acessar os links abaixo:

Instagram: @sinayaofficial


Fonte: Sinaya

28 de dez de 2015

Lemmy Kilminster: apaga-se mais uma luz no Rock...



Imagem cedida gentilmente pela página Oficial Motörhead Brasil

Enfim, o Mestre se foi...

Infelizmente, o Metal Samsara tem a obrigação de anunciar notícias, mas esta é uma das que eu, Marcos Garcia, detesto ter que comunicar: infelizmente, o Mr. Rock and Roll, Ian Fraser "Lemmy" Kilmister, faleceu hoje, dia 28 de Dezembro de 2015, três dias após completar 70 anos de idade.


Após anos lutando contra a diabete que o atormentava, que o fez adiar shows e parar apresentações iniciadas, a agonia de Lemmy chegou ao fim, após ser diagnosticado com um câncer. Ele foi se juntar a Philty Animal Taylor e tantos outros no Paraíso onde tantos heróis repousam.

Como sempre, o Metal Samsara não quer anunciar uma notícia dessas e chocar leitores, mas este autor aqui cresceu ouvindo o MOTORHEAD, amando a figura irônica de Lemmy e seu jeito espontâneo de ser. Estou às lágrimas em casa, como muitos de vocês também devem estar. Cada palavra aqui escrita tem uma forte emoção, é difícil escrever sobre um ídolo que tenho desde que eu tinha 15 anos, e vi os clipes de "One Track Mind" e "I Got Mine" no finado programa BB Video Clip, em 1985...


Óbvio que todos, neste 2015 que está encerrando, acompanhamos parte do calvário de Lemmy, vimos sua fragilidade exposta muitas vezes, e assim, encerra-se o ciclo de um homem, mas nunca de seu legado. São 23 discos de estúdio, outros tantos ao vivo, Singles e participações especiais, tudo feito por um homem inspirado, até bonachão, fino e educado, culto, e que deixa para todos nós e as gerações futuras, uma herança.

Por hoje, a cerveja está na mão, o cigarro na outra, e os convido não para chorar, pois isso é o óbvio. Vamos celebrar a vida de Lemmy, contar estórias, falar daquilo que vimos e ouvimos sobre este personagem que é, antes de tudo, a encarnação do próprio Rock and Roll.


Ele, que foi pai, tio, irmão mais velho, colega de bebedeiras, ídolo, mito, enfim, tudo aquilo que todos nós, jovens e idosos fãs, sentimos que ele foi para nós em muitos momentos em nossas vidas...

Vida Eterna ao Mr. Rock and Roll!!!!!!!!!!!!!!!!!

Nascido para perder, viveu para vencer!













ANTHRAX - For All Kings (CD)


2016
Inportado

Nota 10,0/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia

Destaques: "You Gotta Believe", "Monster at the End", "Breathing Lightning", "Suzerain", "This Battle Chose Us", "Zero Tolerance".


Bem, falar de discos de bandas lendárias e já consagradas sempre dá um enorme trabalho. Sim, pois temos que lidar com o encargo histórico dela, de suas contribuições, de tudo que a cerca. E se a banda for bem antiga, temos mesmo que observar como ela evolui, e até que ponto a idade vai pesando contra a banda. Óbvio que todos envelhecem, e é uma questão de adaptar o próprio estilo às condições da idade. Mas existem aquelas bandas que parecem se negar a envelhecer e continuam mostrando um enorme pique, e no caso de algumas, uma ferocidade acima do normal. E é assim que podemos encarar "For All Kings", 12o e mais recente disco do ANTHRAX, um dos mais importantes e influentes grupos de Thrash Metal mundial, membro com honra do Big Four do Thrash Metal. Mas o que podemos esperar de uma banda com tantos altos e baixos, verdade seja dita (não esqueçamos os momentos ruins deles nos anos 90)?

A verdade é simples: o ANTHRAX volta a ser o grande mestre do Thrash Metal que sempre foi. E em "For All Kings", eles estão usando de uma pegada um pouco mais atualizada e de seu tradicional estilo, ou seja, é agressivo e pesado, mas sempre mantendo clara a forte dose de melodia que carregam há tantos anos. A voz de Joe Belladonna está um pouco mais agressiva e usando timbres mais baixos, mas continua cantando muito bem. A dupla de guitarras formada pelo veterano Scott "NOT" Ian e do novato Jonathan Donais (ex-SHADOWS FALL) é forte, apresentando aquela já tradicional muralha de riffs técnicos entremeados com solos caprichados. Frank Bello continua sendo um baixista excelente, dando peso às composições. Mas como o baterista é Charlie Benante, já sabemos que o trabalho da cozinha rítmica como um todo é bem técnico, mas pesado como um mamute. Ou seja, a banda está mostrando fôlego de sobra!

Anthrax
O trabalho de produção, feito por Jat Ruston, é onde a banda ganhou uma sonoridade mais atualizada. Sim, os timbres dos instrumentos estão com uma sonoridade moderna, limpa e vigorosa, sem, no entanto ferir os ouvidos dos fãs mais conservadores do quinteto. A bateria está com timbres bem mais secos, deixando mais evidenciado o trabalho da cozinha rítmica. Está limpo, seco e pesado como deve ser. E a arte é um trabalho do mais que conhecido artista Alex Ross (que desenhou trabalhos lindos para a Marvel e DC Comics, como "Reino do Amanhã" e "Marvels"), logo, é algo belo e muito bem feito, colocando cada um dos membros do ANTHRAX como uma das imagens dos reis na capa.

O que se pode falar de um dos fundadores do Thrash Metal Norte-Americano, e como dito lá no princípio, uma das bandas mais influentes do estilo?

Simples: massacre!

O grupo continua criando um trabalho bem deles, essa mistura de Thrash Metal com aspectos mais melodiosos está ótima como sempre, mas se percebe que o lado melodioso ganhou certa evidência. Nada que atrapalhe a banda, mas percebemos que a técnica nos solos deu uma melhorada. E é bom prepararem os pescoços, pois eles vieram com tudo!

Não há momentos ruins em "For All Kings", pois o grupo mostra espontaneidade e que sabe muito bem do que é capaz. É um assalto brutal de uma banda cheia de vontade, e sem dó dos pescoços alheios!

You Gotta Believe - Agressiva, bruta e com mudanças de ritmo bem inteligentes, é uma canção que mostra o velho estilo do quinteto, mas com algumas doses fortes de melodia, além do forte ranço moderno aqui e ali (reparem a técnica nos solos e mesmo alguns momentos mais sortunos).

Monster at the End - Um dos grandes momentos do disco! É uma canção mais cadenciada, permeada por um feeling azedo intenso, mas mostrando mais uma vez uma muralha de riffs raçudos e brutos. E uma das especialidades do quinteto fica evidenciada: excelente refrão!

For All Kings - Poderosa, é uma música com uma cozinha rítmica diferenciada, mostrando ótimo trabalho de baixo e bateria. Andamento mediano, mais um refrão onde os vocais exibem boa técnica, é uma faixa bem marcante.

Breathing Lightning - Eles exageraram nessa aqui, de tão boa que ficou... Andamento também com velocidade mediana, mas que guitarras e refrão excelentes, mostrando um lado melodioso que esbarra no Hard, com belíssimos backing vocals. E o solo é uma debulhada melódica de primeira, com um jeitão bem Hardão.

Suzerain - Um murro no fígado de tanta agressividade nas guitarras! Baixo e bateria, mais uma vez, mostram um trabalho de peso e técnica. Charlie e Frank estão excelentes!

Evil Twin - Primeiro Single liberado para a audição do público. Nela, o quinteto destila o lado mais tradicional de seu estilo, mostrando uma força impactante imensa nos riffs, mas apresentando vocais encaixados com perfeição, sem perder a melodia.

Blood Eagle Wins - Outra bem arrastada, com jeitão que lembra o BLACK SABBATH, apenas com sonoridade mais moderna e ríspida. Mas novamente, um feeling intenso se faz presente, novamente com Joey indo muito bem nos vocais.

Defend/Avenge - De onde saem tantos riffs grudentos assim??? Caramba, a criatividade deles não se esgota, e o andamento em velocidade mediana ajuda a música a grudar nos ouvidos

All of Them Thieves - Uma bateria um pouco mais trabalhada, usando ritmos um pouco mais modernos, mas a canção é abrasiva, moderna e recheada com belo trabalho dos vocais. Podemos dizer que seria a música mais experimental de todo o CD.

This Battle Chose Us - Outra vez, o quinteto resolve usar de belas melodias nos vocais e, no meio do assalto feroz das guitarras, fazer um trabalho um pouco mais acessível e bem grudento. Mas sem abrir mão do peso e agressividade da banda.

Zero Tolerance - Uma faixa mais rápida e cheia de energia, típica para moshpits insanos e stagedives sem fim. A dupla de guitarras resolve usar de maior velocidade, mas sem perder a mão de melodias.

Para aqueles que gostam de versões deluxe, a que tem dois CDs ainda tem versões ao vivo para "Fight 'Em 'til You Can't", "A.I.R.", "Caught in a Mosh" e "Madhouse".

Se existia alguma suspeita pairando sobre "For All Kings", podem ficar tranqüilos. O quinteto soube se atualizar para os tempos vindouros, mas sem deixar o estilo que os fãs adoram de lado. Mas ao mesmo tempo, não tente comparar discos, pois estará perdendo a oportunidade de curtir um disco feito para vocês mesmos.

Já entra em 2016 como um forte candidato a um dos melhores discos do ano.



Músicas:

1. You Gotta Believe
2. Monster at the End 
3. For All Kings 
4. Breathing Lightning 
5. Suzerain 
6. Evil Twin 
7. Blood Eagle Wins 
8. Defend/Avenge 
9. All of Them Thieves 
10. This Battle Chose Us 
11. Zero Tolerance
12. Fight 'Em 'til You Can't (live) 
13. A.I.R. (live) 
14. Caught in a Mosh (live) 
15. Madhouse (live) 


Banda:

Joey Belladonna - Vocais
Scott Ian - Guitarras, backing vocals
Jonathan Donais - Guitarra solo 
Frank Bello - Baixo
Charlie Benante - Bateria, percussão


Contatos:

NERVOSA: recording their new album in the USA




NERVOSA announce with great satisfaction the plans for recording their second studio album. 

The band will travel in January 2016 to the United States, where the entire process will take place.

The first stage will happen at the renowned studio The Foundation, owned by Sylvia Massy (who has worked with bands like Exodus, Red Hot Chilli Peppers, System of a Down, Tool, among others) in the city of Ashland, Oregon, where the all the drums will be recorded.

Soon after, the girls head for the city of Davis, California, to make and finalize the recordings of the guitars, bass and vocals, at Norcal Studios with producer Brendan Duffey, who besides having produced great Brazilian names earlier, already worked with renowed international as Billy Sheehan, Tim Ripper Owens and Mike Mangini.

"I look forward to have the honor to produce this band that is one of the best metal 'power trios' from Brazil" says Brendan.

"This is a big step, and a dream come true for the band to record this album in the US! We are happy to work with Brendan, who is a producer we appreciate a lot, and even more fulfilled to record the drums in the studio of this major producer Sylvia Massy is! " celebrates Fernanda, bassist and vocalist.

More details about the new album the band will be announced soon!

For more information about Norcal Studios and The Foundation, visit the links below:



Source: Nervosa

NERVOSA: gravando disco novo nos EUA





A banda NERVOSA anuncia com muita satisfação os planos de gravação de seu segundo disco de estúdio.

A banda viajará em janeiro de 2016 para os Estados Unidos, onde todo o processo ocorrerá.

A primeira etapa acontecerá no renomado estúdio The Foundation, de Sylvia Massy (que já atendeu bandas como Exodus, Red Hot Chilli Peppers, System of a Down, Tool, dentre outras), na cidade de Ashland, no Oregon, onde será gravada a bateria de todo o disco.

Logo após, as garotas seguem para a cidade de Davis, na Califórnia, para efetuar e finalizar as gravações das guitarras, baixo e vocais, no Norcal Studios, com o produtor Brendan Duffey, que além de já ter produzido grandes nomes brasileiros anteriormente, já trabalhou com nomes internacionais de peso como Billy Sheehan, Tim Ripper Owens e Mike Mangini.

"Estou ansioso para, em janeiro, ter a honra de produzir essa banda que é um dos melhores "power trios" de metal do Brasil" comenta Brendan.

"Esse será um grande passo, além de um sonho realizado para a banda gravar esse álbum nos Estados Unidos! Estamos felizes de trabalhar com o Brendan, que é um produtor que gostamos muito do trabalho, e mais realizadas ainda em gravar a bateria no estúdio dessa grande produtora que é a Sylvia Massy!" celebra Fernanda, baixista e vocalista da banda.

Mais detalhes sobre o novo disco da banda serão anunciados em breve!

Para mais informações sobre os estúdios Norcal e The Foundation, acesse os links abaixo:




Fonte: Nervosa

Prefeitura de Osasco confirma OSASCO ROCK FEST II e concurso de novos talentos




Primeira edição reuniu mais de 15 mil pessoas, no Estádio Elzo Piteri, em 2013, e arrecadou mais de 7,5 toneladas de alimentos não-perecíveis para o Fundo Social de Solidariedade – foto: divulgação

O projeto de tornar Osasco “a capital do rock” no Estado de São Paulo está dando certo! Após receber grandes artistas nacionais e internacionais, a cidade acaba de confirmar a segunda edição do OSASCO ROCK FEST.

Com realização da Prefeitura Municipal de Osasco, produção da Amplitude Produtora & Studio e apoio Mix FM, o evento acontecerá, no dia 28 de fevereiro, a partir das 10h, na Concha Acústica da Fito. As primeiras atrações do festival serão anunciadas em breve. A organização garante que serão aproximadamente 12h com o melhor do cenário brasileiro.

Totalmente voltado ao público que curte rock, metal e hardcore, a estrutura do festival terá ampla infraestrutura e novamente promete atrair uma legião de fãs das mais diversas cidades que compõem a região metropolitana de São Paulo. A entrada será apenas 1 litro de leite.

A 1ª edição do Osasco Rock Fest ocorreu em setembro de 2013, no Estádio Elzo Piteri. Cerca de 15 mil pessoas curtiram aos shows das bandas Velhas Virgens, Troll, Krisiun, Matanza, Infestatio, No Way, Stoneria, Suíte de Luxo, Euphúria e Etnias. Além disso, o evento teve importante papel social ao arrecadar mais de 7,5 toneladas de alimento não-perecível para o Fundo Social de Solidariedade. 

Concurso de Bandas – Além disso, as bandas independentes de Osasco e região metropolitana de São Paulo, novamente, terão a importante chance de mostrar seu potencial e talento. Devido ao sucesso da edição anterior, o “Concurso de Bandas” foi mantido e, desta vez, também aceitará a participação de artistas de todo País.

O objetivo do concurso é justamente valorizar, divulgar e revelar novos grupos, além de promover o intercâmbio artístico-cultural com musicistas de outras cidades e Estados, e incentivar trabalhos autorais.

As inscrições serão realizadas, de 24 de dezembro de 2015 a 15 de janeiro de 2016, no site www.osascorockfest2016.com.br. Os interessados devem preencher obrigatoriamente todos os dados e ler devidamente o Regulamento disponível no próprio site.

As bandas participantes deverão interpretar duas músicas: um cover para aquecimento e passagem de som, e outra de autoria própria para julgamento. Cinco jurados ligados à área musical selecionarão 20 bandas, que serão divididas em dois grupos de 10, que se apresentarão, ao vivo, nos dias 23 e 24 de janeiro, no Centro de Eventos Pedro Bortolosso, em Osasco. Enquanto os jurados decidem de quem foi a melhor performance do concurso, o público contará com a apresentação de algum grande expoente do rock nacional a ser confirmado em breve. A entrada será gratuita. 

No total, apenas quatro grupos serão classificados como vencedores. Os selecionados sairão das seletivas de sábado e domingo, um artista escolhido pela internet e outro com o maior número de votos em ambos os dias de concurso. O prêmio será a oportunidade de tocar no OSASCO ROCK FEST II.

Links relacionados:



Serviço Concurso de Bandas – OSASCO ROCK FEST II
Datas: 23 e 24 de janeiro
Local: Centro de Eventos Pedro Bortolosso
End: Avenida Visconde de Nova Granada, 513 - Jardim Alvorada, 06194-025
Hora: a partir das 15h
Entrada Gratuita
Imprensa: press@theultimatemusic.com | (11) 964.197.206

Serviço OSASCO ROCK FEST II
Prefeitura Municipal de Osasco orgulhosamente apresenta OSASCO ROCK FEST II
Produção: Amplitude Produtora & Studio
Apoio: Mix FM
Data: Domingo, 28 de fevereiro
Local: Concha Acústica da Fito
End: Rua das Flores, 711
Bandas: a confirmar
Hora: das 10h às 22h
Imprensa: press@theultimatemusic.com | (11) 964.197.206
Entrada: 1 litro de leite
Censura: Menores de 16 anos poderão entrar acompanhado pelos pais ou dos responsáveis legais maiores de idade* | *Sujeito a alteração judicial.


A/C Costábile Salzano

PICTURE e TYGERS OF PAN TANG: ingressos para encontro histórico em SP à venda





Show faz parte de turnê pela América do Sul – fotos: divulgação

As lendárias bandas PICTURE e TYGERS OF PAN TANG, dois respeitadíssimos ícones do metal tradicional, recentemente confirmaram histórica turnê pela América do Sul. Os shows vão acontecer entre os dias 10 e 20 de Março e deve passar por diversos países.

Uma das principais apresentações está agendada para o próximo dia 13 de março, no palco do Carioca Club, em São Paulo. Os ingressos já estão à venda pelo site do Clube do Ingresso, além de diversos pontos autorizados espalhados pela cidade. Mais informações no serviço abaixo.

Até o momento, a excursão consiste nas seguintes datas:
12/03 – Bar da Montanha – Limeira, Brasil
13/03 – Carioca Club – São Paulo, Brasil
19/03 – TBA – Aruba
20/03 – TBA – Bogotá, Colômbia

Formado em 1972, o PICTURE vem ao Brasil pela segunda vez na carreira. Pete Lovell (voz), Andre Wullems (guitarra), Mike Ferguson (guitarra), Rien Vreugdenhil (baixo), Laurens Bakker (bateria) estão na estrada divulgando o álbum “Warhorse” (2012). Apesar de ter nove discos lançados, o grupo conquistou muitos fãs na década de 80 principalmente com os clássicos “Picture” (1980), “Heavy Metal Ears” (1981), “Diamond Dreamer” (1982) e “Eternal Dark” (1983).

Já o TYGERS OF PAN TANG incrivelmente vem ao Brasil pela primeira vez. Formado em 1978, o grupo é um dos nomes mais importantes do NWOBHM (New Wave of British Heavy Metal), movimento musical que começou em 1970 e catapultou grupos como Iron Maiden, Venom, Def Leppard, Saxon, Diamond Head, Raven, Avenger, Girlschool, Grim Reaper, Satan, Tank, e até hoje influencia diversas a bandas por todo mundo.

Apesar do hiato entre os anos de 1987 e 1999, os ingleses também ficaram famosos na década de 80, época em que o guitarrista John Sykes (Badlands, Thin Lizzy, Whitesnake) fez parte do lineup.

Atualmente Robb Weir (guitarra – único integrante da formação original), Micky Crystal (guitarra), Jacopo Meille (vocal), Gavin Gray (baixo) e Craig Ellis (bateria) seguem mantendo o legado dos seus 11 registros fonográficos tendo como destaque para os clássicos “Wild Cat” (1980), “Spellbound” (1981), “Crazy Nights” (1981), “The Cage” (1982), além de promover o novo álbum “Ambush” (2012).

Links relacionados:


Serviço São Paulo


Rádio & TV Corsário orgulhosamente apresenta Picture e Tygers Of Pan Tang
Data: 13/03/2016 (domingo) 
Local: Carioca Club – www.cariocaclub.com.br
End: Rua Cardeal Arcoverde, 2899 (próximo ao Metrô Faria Lima)
Abertura da casa: 18h
Infoline (11) 3813-8598
Classificação: 16 anos

Ingresso online: www.clubedoingresso.com
Ponto de venda físico: bilheteria Carioca Club e autorizados Clube do Ingresso (http://www.clubedoingresso.com/ondecomprar)

Valores:
1º lote: R$ 110 (pista estudante/promocional)
1º lote: R$ 180 (camarote estudante/promocional)


Fonte: The Ultimate Music - PR
A/C Costábile Salzano

27 de dez de 2015

MALVINA: banda lança vídeo clipe de "Nankeen"




O power trio MALVINA lançou seu novo clipe, da música “Nankeen”, produzido pela Monstra Filme e co produzida pela Três filmes, faixa título de seu EP lançado pela Monstro Discos em dezembro de 2015. A banda lançará um álbum completo em 2016, que foi mixado e co-produzido por Davi Baeta, no Estudio DQG em Cabo Frio e recentemente masterizado em Nova Jersey, no West West Music Studios pelo consagrado Alan Douches.




Confira o vídeo e ficha técnica abaixo:


​Produção: Monstra Filmes
Coprodução: Três Filmes
Direção: Maria Clara Pessoa
Direção Artística: Eduardo de Moura
Produção: Sylvia Sussekind e Bruno Moraes
Direção de Fotografia: Guilherme Rezende Jr.
Projeções e Roteiro: Eduardo de Moura e Maria Clara Pessoa

Links relacionados:



Fonte: Collapse Agency
A/C Sylvia Sussekind e Bruno Moraes

23 de dez de 2015

OCULTAN - Nexion Chaos (CD)


2015
Nacional

Nota 10,0/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


O Metal ainda é um dos estilos musicais onde a cultura ainda é preservada a unhas e dentes. Sim, pois são raras as citações que tenham o mínimo a nos ensinar fora dele. E no Brasil, terra em que reinam preconceitos estúpidos e vazios, muitos preferem o capetismo vazio ou mesmo temas vazios a temáticas que nos desafiem a sair de nosso marasmo e ir mais fundo, a abrir nossos olhos e espíritos para algo mais profundo e relevante. 

E é com plena convicção que afirmamos que o quarteto OCULTAN, de São Paulo, é um dos grupos com maior riqueza temática do Metal extremo nacional, e isso aliado a um trabalho musical excelente. E não é à toa que "Nexion Chaos", seu mais novo trabalho, mostra o grupo ainda mais forte que antes.

Musicalmente, parece que a entrada de Malus (bateria) e Kazoth Bey (baixo) deram um novo sopro ao agora quarteto. Sim, pois assim, Count Imperium pode se concentrar apenas nos vocais. A base rítmica ganhou um pouco mais de diversidade técnica, sem alterar a essência dura e agressiva do grupo, ao passo que os vocais estão bem mais trabalhados em termos de tons, indo dos timbres rasgados tradicionais a outros guturais sombrios sem esforços. E não há o que falar do trabalho de Lady of Blood além de que, mais uma vez, ela se encontra entre os melhores guitarristas dos estilos extremos do Brasil, apresentando riffs ótimos e bem diversificados, mas sem nunca perder aquela sonoridade sombria tradicional que o OCULTAN imprime desde seu início. Sombrio, agressivo, bruto, ora mais lento e azedo, ora mais veloz e ríspido, mas sempre com bom gosto. Por isso, o trabalho deles é um exemplo de como se explorar com profundidade o próprio estilo, sem, no entanto sair do mesmo.

Ocultan (da esquerda para a direita: Lady of Blood,
Count Imperium, Kazoth Bey, Malus)
Gravado no Kripta Bestial Studio e no The Dark Studio, com o próprio Count Imperium cuidando da mixagem e masterização, em termos de sonoridade, é o melhor disco do grupo, pois consegue associar aquela sujeira já conhecida e timbres fúnebres com um nível de clareza maior que antes. Ou seja, a música da banda se tornou bem mais compreensível, e assim, mais fácil de ser absorvida. E do lado artístico mais uma vez enfoca a figura de Exu, que possui amplo e profundo significado na cultura afro-brasileira, mas bem feita. Layout e encarte também estão ótimos.

Musicalmente, como dito acima, o OCULTAN evoluiu sem fugir de seu próprio estilo. Digamos que a banda se aprofundou ainda mais na própria musicalidade, sem nunca perder a visão do que já haviam construído. Mas não se pode negar que os arranjos musicais deram uma melhorada, e o prumo da banda é o bom gosto, o feeling que os guia há tantos anos. As letras ainda tratam sobre Quimbanda, óbvio, mas há momentos em que há citações a outras culturas, e mesmo a forma da banda se expressar é bem mais encorpada. Coisa de quem entende do que fala, simples assim.

Temos sete músicas excelentes, usando de durações maiores que antes, e não é possível destacar esta ou aquela, pois realmente, o disco está perfeito.

Exu Lord of Fire - Alternando momentos mais velozes e outros mais cadenciados, vemos uma verdadeira invasão de riffs macabros e ótimos arranjos de guitarra.  Mas os vocais estão assentados de uma forma excelente. 

Reino da Morte - Mais sombria e carregada com uma atmosfera soturna e introspectiva, é uma canção bem executada, com a base rítmica mostrando um trabalho excelente. A velocidade oscila entre o cadenciado e o um pouco mais veloz de forma bem espontânea, mais uma vez mostrando como os vocais melhoraram bastante.

The Essence of the Oposser - É ouvir e ficar grudado. Os arranjos são ganchudos, envolventes, a base mantém um ritmo um pouco mais tradicional em termos de Black Metal, mas realmente os riffs fazem uma diferença absurda.

Mother of Chaos - Um dos melhores momentos de todo CD. É uma musica causticante, aliando uma bateria com bumbos excelentes, riffs sinistros, ritmo que se alterna bastante. E reparem como o baixo dá um peso extra em muitos momentos;

Tehom - Mais uma vez, o grupo uso sua pegada e jeitão mais tradicionais, com belas incursões de mini solos de guitarra, vocais extremamente bem encaixados, e uma mórbida riqueza musical.

Perdition - Outro ponto alto! Uma música sinistra, onde melodias macabras surgem nos arranjos de guitarra, mas ao mesmo tempo, a base rítmica segura muito bem o ritmo e suas mudanças, que não são poucas.

Dissolução do Universo - Fúnebre e introspectiva, é uma faixa digna de encerrar com chave de enxofre o disco. Melodias sinistras, vocais urrando com boa dicção, e um andamento lento e azedo, deixando a faixa com uma atmosfera opressiva que poucas bandas conseguem criar.

Podemos afirmar com certeza que o OCULTAN é um dos maiores nomes do cenário extremo nacional, e que "Nexion Chaos" é seu melhor trabalho. Aliás, merece uma edição gringa, pois o Brasil anda pequeno para eles há tempos.






Músicas:

01. Exu Lord of Fire 
02. Reino da Morte 
03. The Essence of the Oposser 
04. Mother of Chaos 
05. Tehom
06. Perdition 
07. Dissolução do Universo


Banda:

Count Imperium Vociferus Necrocosm - Vocais
Lady of Blood - Guitarras
Kazoth Bey - Baixo
Malus - Bateria


Contatos:

22 de dez de 2015

HELLARISE - Shaded Land (Single)


2015
Independente
Nacional

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


Certa vez, em uma conversa, este autor ouviu de um conhecido que ele só gostava de bandas com mulheres cantando se "a mulher cantasse com o útero", e para não gerar nenhum mal entendido maldoso, ele queria dizer aquelas que cantam com garra. Bem, eu já prefiro mulheres cantando e tocando com talento, pondo de si naquilo que fazem. E o HELLARISE de São Paulo é um dos grandes nomes nesse ponto. O nível de talento musical da banda é bem alto, como o novo Single, "Shaded Land", aqui está para provar.

Antes de tudo, dizer que o grupo desfila um misto muito pessoal de Death Metal com aspectos do Thrash é ser leviano e extremamente simplista. A música do grupo amadurece cada vez mais, vai ganhando influências e contornos não convencionais ao gênero. É preciso notar que Flávia está cantando cada vez melhor, e agora, seu peculiar timbre gutural e agressivo se mescla ao uso de vozes limpas maravilhosas, dando aquele toque precioso de melodia. Mirella e Daniel estão cada vez mais afiados nas guitarras, mostrando um entrosamento excelente, com bases chapantes e técnicas, e solos muito bem feitos. E Kito no baixo está se firmando muito, impondo as quatro cordas de maneira que a base rítmica soe bem sólida, mas com alguns momentos de destaque. 

HellArise
A produção deixou a banda com uma sonoridade bem agressiva e forte, como já é tradição para o gênero, mas ao mesmo tempo, é encorpada e consegue ser clara para entendermos os arranjos da banda claramente, para podermos aproveitar o que a banda nos oferece musicalmente. E a arte, bem simples, é um trabalho muito bom de Rodrigo Balan, que encaixou como uma luva no contexto lírico/musical do trabalho. O foco está totalmente na música.

E sendo sincero, "Shaded Land" é um Single ótimo. A música é bem técnica, cheia de nuances ótimas, guitarras alternando momentos mais agressivos e outros mais melodiosos, solos bem feitos, baixo e bateria firmes na base rítmica (que por si só já é bem trabalhada, ou seja, não são necessárias muitas exibições de técnica individual), e os vocais mostram força um amadurecimento cada vez maior. E o melhor de tudo: o grupo está extremamente coeso.

No mais, podemos afirmar o que vimos e ouvimos em "Darkened Flame" e agora em "Shaded Land" mostram que o HELLARISE irá se firmar como um dos grandes nomes do gênero no Brasil em breve, se bem que a banda parece ter ambições bem maiores. Mas com uma música tão boa assim, eles chegam lá.

Ah, sim: o Single pode ser baixado gratuitamente no site oficial da banda, ou ouvido no perfil do grupo no Bandcamp sem problemas. O kit em download tem letras, capa, foto e a música em si, logo, deixa de ser preguiçoso(a) e baixa logo, pois a satisfação é garantida.




Música:

01. Shaded Land


Banda:

Flávia Mornietári - Vocais
Mirella Max - Guitarras, backing vocals
Daniel Crivello - Guitarras
Kito Vallim - Baixo, backing vocals


Contatos:

Metal Media (Assessoria de Imprensa)