31 de mar de 2014

Hibria: Baterista Eduardo Baldo dará aula em São Paulo




Um dos mais renomados bateristas da atual cena do Metal nacional estará disponível para aulas em São Paulo, Pinheiros, apenas por um dia!

Eduardo Baldo, dono das baquetas do HIBRIA, em parceria com a respeitada escola Bateras Beat (unidade Pinheiros), estará disponível no dia 22 de abril para aulas particulares. Interessados em agendar horário, podem entrar em contato da seguinte maneira:


Telefone: 11 3564-6061

O músico é endorsado pelas marcas: Tama, C.Ibañez, Urbann-Boards Drummer Shoes, AKG e Bateras Beat POA.

Ainda em São Paulo o HIBRIA se apresenta no dia 20 de abril ao lado das bandas Crucified Barbara e Kiara Rocks. O show acontece no Carioca Club.

Assista o vídeo somente com a bateria do cover ‘Live Until I Die’, interpretado originalmente por Frank Sinatra, disponibilizada na edição especial do relançamento de ‘Defying The Rules’ no Japão, em 2009.


Contato para shows: hibria@hibria.com

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Fonte: Metal Media

Woslom: Preparando novo DVD com material especial!




O WOSLOM enfim nos revela qual era seu novo projeto. A banda está preparando um DVD com um conteúdo extremamente diferenciado.

Diferente do padrão de DVD ao vivo, o WOSLOM entrou em estúdio para gravar videoclipes para as oito músicas de ‘Evolustruction’ mais alguns bônus.

“A ideia é trazer uma forma diferente de ouvir o álbum, com som e imagem, não é nenhuma invenção mirabolante, mas algo um pouco diferente do convencional”, comenta o baterista Fernando Oster.

Serão vídeo-clips misturados com lyric videos, animações dentre outras produções. E no bônus, músicas executadas ao vivo em estúdio.

“O Evolustruction é um álbum muito bom, recebemos excelentes críticas da mídia especializada e do público. Cada música é muito especial pra ficar só no áudio, então quisemos dar uma roupagem nova pra cada uma delas” completa o guitarrista Rafael Iak.

Em breve a banda informará a data de lançamento e informações complementares sobre.

Entre citações de melhor disco do ano e resenhas extremamente positivas, o disco vai consolidando o grupo como uma das novas potências do Brasil. Confira um pouco do que foi já foi falado mundo afora:

“Transborda composições brilhantes” – The Metal Crypt (Canadá)
“Um dos mais interessantes álbuns de Thrash Metal do ano” – Power Metal Warrior (Polônia)
“‘Evolustruction’ é um dos melhores álbuns de thrash de ultimamente” – HardSounds (Itália)
“Thrash Metal de luxe” – Voices From The Dark Side (Alemanha)
“Intenso, agressivo, técnico e sem tempo para respirar” – Destructive Music (UK)
“As músicas são memoráveis” – Wonderbox Metal (EUA)
“Uma destruidora banda de thrash metal do Brasil” – Two Guys Metal Reviews (França)

Contato para shows e merchandise: woslom@woslom.com

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Fonte: Metal Media

NoWrong: ‘Prognostic Of A Great Disaster’ está disponível para venda!




O debut oficial da banda de Thrash/Heavy Metal NOWRONG está disponível para venda. O trabalho está sendo lançado no Brasil pela renomada Shinigami Records.

‘Prognostic Of A Great Disaster’ foi gravado no Lau Estúdio (Conspiração Records) em Osasco/SP. A produção ficou por conta da banda e de Lau Andrade. A capa foi criada pelo artista Jean Michel da Designations Artwork.


Aos interessados, ‘Prognostic Of A Great Disaster’ já está a venda diretamente com a banda ou na Loja Virtual da Shinigami pelo link: http://goo.gl/P4aeIX

Para quem não conhece o NOWRONG, algumas músicas do trabalho foram liberadas para audição:






Contato para shows e merchandise: nowrong.band@gmail.com

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Fonte: Metal Media

Machinage: Produtor de Ozzy Osbourne mixando novo trabalho




Cada vez mais, o MACHINAGE vai agregando valor e internacionalizando seu vindouro segundo disco de estúdio. Para mixar o trabalho foi convidado o inglês Max Norman.

Para ter ideia do currículo do produtor, confira alguns discos e bandas que o mesmo produziu, mixou ou masterizou:
Ozzy Osbourne – Blizzard of Oz, Diary of a Madman, Speak of the Devil, Bark at the Moon e Tribute
Megadeth – Rust in Peace, Countdown to Extinction, Youthanasia e Hidden Treasures
Bad Company – Rough Diamonds
Fates Warning – No Exit e Perfect Symmetry

Lembrando que todo o disco foi gravado nos Estados Unidos e produzido por Curran Murphy (Annihilator e Nevermore).

O MACHINAGE é hoje em dia um dos principais nomes do Thrash Metal nacional, tendo excursionado por três vezes pelos EUA e tocado com nomes como Sodom, Overkill, Sepultura, Dismember, Nuclear Assault, Tim Ripper Owens, Angra, Almah entre outros, o grupo carrega uma bagagem invejável.


Contatos para shows e merchandise: booking@machinage.net

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Fonte: Metal Media

Nervosa - Victim of Yourself (CD)

Die Hard Records
Nota 10/10

Por Marcos "Big Daddy" Garcia


É interessante que o passar dos anos foi derrubando muitos preconceitos dentro da cena Metal, tanto no Brasil quanto no exterior. O mais interessante é perceber a relevância de trabalhos com garotas surgindo cada vez mais, e a bola da vez é o NERVOSA, trio feminino de Thrash Metal de São Paulo, que após um Demo CD de três músicas (que causou muitos comentários no meio underground, alguns positivos, outros nem tanto), acaba de lançar o seu primeiro Full Lenght, o destruidor "Victim of Yourself".

Nesse disco, o Thrash Metal da banda deu uma bela evoluída, ficando mais agressivo e ríspido, mas sem perder as noções melódicas. Além do mais, é notável observar que o Thrash Metal do grupo possui influência clara de sonoridades mais extremas, como a presença de alguns blast beats aqui e ali muito bem colocados. Fernanda Lira mostra um ótimo vocal, que se diferencia bastante dos vocais femininos do gênero (há algo de Schmier aqui e ali, mas sem ser uma cópia), bem como seu baixo mostra força. Os riffs de Prika Amaral estão absurdamente pesados e bem feitos, bem como seus solos mostram uma preocupação com o acabamento, e a estreante (em termos de gravação) Pitchu Ferraz se mostra uma baterista de mão cheia, com ótimas conduções, viradas bem sacadas e bumbos muito presentes. E se preparem, pois essas minas não estão de brincadeira!

Produzido de perto por Marcello Pompeu (que teve uma mãozinha de Amílcar Christófaro do TORTURE SQUAD na engenharia sonora), mais a mão de Heros Trench na masterização, o resultado final chega a doer os ouvidos, pois conseguiram aliar uma qualidade sonora limpa e moderna com o som agressivo da banda. Ou seja, a música pulsa com peso, cheia de energia e vitalidade, mas com qualidade e limpeza. Isso sem mencionar a escolha perfeita de timbres dos instrumentos (reparem que o baixo aparece bastante com um som pesado e limpo).
Nervosa (esquerda para direita): Pitchu, Prika, Fernanda

Já a arte é de Andrei Bouzikov, que fez um trabalho que rebusca bastante os elementos oitentistas que influenciam o som do NERVOSA, e fez um trabalho muito bom.

Antes de tudo, é preciso dizer que o trio deu uma evoluída absurda em termos musicais, pois está sangrando em vitalidade, bruto e pesado de doer os dentes, mas com uma qualidade bem sensível, mostrando técnica e diversidade de andamentos. Fica bem claro que elas entendem do riscado e que sabem fazer música de alto nível, sem dúvidas!

E o fruto do esforço delas transparece nas 11 músicas do CD, onde os destaques vão para a brutal "Twisted Values" (que possui umas quebradas que lembram bastante o METALLICA clássico, antes de virar um murro de pura agressividade na cara, com destaque para os riffs maciços de Prika), a bem trabalhada e com um andamento empolgante "Justice Be Done" (reparem bem no trabalho bem diversificado da bateria), "Nasty Injury" (que começa mais cadenciada, antes de ganhar velocidade e força, mas prestem atenção que os andamentos mudam bastante, e o trabalho de baixo e bateria aliados na base mostram um peso incomum), "Morbid Courage" (que peso opressivo e vocais absurdos!), a avassaladora "Death!" (música do primeiro vídeo de divulgação do disco, onde mais uma vez os vocais mostram um trabalho ótimo, junto às guitarras muito bem postadas em riffs sólidos e solos inspirados), a tijolada seca de "Into the Moshpit" (algumas belas quebradas de ritmo muito bem sacadas), e a excelente "Victim of Yourself" (os urros agudos realmente chegam a dar arrepios, fora a bateria estar com um trabalho fantástico).

Uma bandaça, um disco realmente excelente (vai aparecer em muitos Top 10 de 2014, acreditem!), e que derruba muitos preconceitos.




Tracklist:

01. Intro
02. Twisted Values
03. Justice Be Done
04. Wake Up and Fight
05. Nasty Injury
06. Envious
07. Morbid Courage
08. Death
09. Into Mosh Pit
10. Deep Misery
11. Victim of Yourself
12. Urânio em Nós


Banda:

Fernanda Lira - Baixo, vocais
Prika Amaral - Guitarras, backing vocals
Pitchu Ferraz - Bateria


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Midnight: shows no Brasil na semana que vem




Formado em Cleveland, Ohio (EUA), em 2003, o MIDNIGHT é a banda do incansável guerreiro do underground americano, Jamie Walters, que já integrou diversas bandas, e aqui assume como Athenar, responsável pelo vocal, guitarra e baixo do MIDNIGHT – junto de Count Zigar (bateria). Ao vivo a banda se apresenta como um trio, com Shaun Vanek (guitarra).

Cultuado pelos bangers, o MIDNIGHT finalmente chega ao Brasil para tocar músicas de seu aclamado trabalho, “Satanic Royalty” (2011), além de diversas composições presentes nos quatro EPs, e diversos Splits lançados pela banda.

O som do MIDNIGHT é um excelente mix de Motörhead, Venom e outros clássicos dos anos 80, com temas satânicos, criando uma atmosfera genuinamente, old school.

Confira a música “Berlin Is Burning”:





O Midnight toca em:

11/04  (sexta) Belo Horizonte/MG – Casa Cultural
12/04 (sábado) Fortaleza/CE – Beach Club
13/04 (domingo) São Paulo/SP – Arena Metal



Confira o serviço do show de SP:

Scelza Produções & Avenger Produções apresentam:
MIDNIGHT (US) + SODOMIZER (RJ) no Arena Metal, em São Paulo/SP
Abertura: WHIPSTRIKER (RJ) e POISON BEER (PR)

Arena Metal : Av. Rio Branco, 90 - Centro São Paulo, SP (Próximo a Galeria do Rock)

Ingressos: R$20 (1º Lote) / R$30 (2º Lote) / R$40 (No dia do evento)

Postos de venda:
Mutilation: Rua 24 de Maio, 62 (Segundo andar) - Loja 370 - Galeria do Rock (Somente em dinheiro) - Tel: 11 3222 8253

(Parcelado e com cartão de crédito, com taxa de conveniência)


Kliav: promoção, sorteio de um Kit da banda





A banda KLIAV está realizando uma super promoção e sorteando um Kit com vários produtos. Essa promoção é para comemorar dois anos do lançamento do clipe "Bullet Time" e um ano do clipe "Fame's Virus".

Para participar acesse o link: http://goo.gl/PihxWt, compartilhe a imagem e faça um comentário. A promoção encerra-se no dia 26 de Abril.

- O comentário com mais “Curtidas” ganha o kit!
- O usuário precisa compartilhar a postagem para validar a participação!

Quem ganhar leva: Kit da KLIAV - 1 Camiseta, 2 Adesivos, 1 EP "This is a New Kliav", 1 DVD ao vivo no ShowLivre, 3 Palhetas de Guitarra, além de uma porrada de Flyers e Panfletos! Boa Sorte pra todo mundo!

Links relacionados: 
Site: www.kliav.com  
MySpace: www.myspace.com/kliav   


Skin Culture: ouça o cover do Sepultura e músicas do novo álbum



Banda disponibiliza em seu canal do Soundlcoud, cover e músicas inéditas de seu mais novo álbum

A banda SKIN CULTURE, que vem se destacando entre os maiores nomes da nova geração do Metal brasileiro, acaba de disponibilizar no Souncloud, o cover inédito da música “Slave New World”, clássico do Sepultura, do álbum “Chaos AD”, de 1993. 

Ouça “Slave New World”, aqui:


Além disso, também estão disponíveis as músicas, “Synthesized Lies”, “Dementia” e “For The Same Hell As Before”, de seu mais recente álbum, “The Flame Still Burns”, lançado no final de 2013 pela Laser Company (Brasil) e Stand And Deliver (EUA).


As músicas podem ser conferidas, aqui:





“The Flame Still Burns” trouxe novidades na sonoridade do SKIN CULTURE, trazendo mais técnica e um peso acentuado, já que o disco foi todo gravado com guitarras de 8 cordas, aliando ao som da banda influências modernas de bandas como Meshuggah e Whitechapel.

O disco também traz participações importantes como Desi Hyson (vocalista do The Original Wailers, ex banda de Bob Marley), Marcello Pompeu (Korzus), Emi Rojas (Desierto Gris), Fabricio Ravelli (Imbyra, ex-Hyrax), entre outros.

Ao lado da Casa da Música Management, em 2014 o SKIN CULTURE prepara um novo salto em sua carreira, já produzindo o primeiro clipe para o novo disco e planejando a tour de divulgação com bandas nacionais e internacionais de renome.

SKIN CULTURE é formado por, Shucky Miranda (vocais), Attilio Negri (guitarra), Tueu Isaac (guitarra), Nathan Soler (baixo) e Marcus Dotta (bateria).


Links relacionados:



Climatic Terra - Entity (CD)

Independente
Nota 9,0/10

Por Marcos "Big Daddy" Garcia


O headbanger brasileiro, em geral, não tem a menor consciência de que ele é um Sul-Americano, e como tal, possui países irmãos próximos. E em termos de Metal, o desconhecimento é gritante, pois tirando nomes de peso como o RATA BLANCA, pouco se conhece de nossos hermanos del Metal. E justamente da Argentina, vem um torpedo destruidor de pescoços, o CLIMATIC TERRA, um quinteto raçudo que acaba de lançar seu segundo álbum, "Entity".

O grupo faz um misto de Thrash com aspectos do Death Metal, mas a diferença da grande maioria dos conhecidos é que nossos hermanos aqui tem claras influências de bandas como PANTERA, SLAYER e MACHINE HEAD, logo, a sonoridade é bem abrasiva, pulsando com energia e agressividade em timbres sonoros bem gordurosos, cheio de melodias bem feitas, mas com uma brutalidade opressiva extrema. Vocais urrados que se assentam muito bem nas canções (há uma preocupação com a dicção e métrica lírica sensível), uma dupla de guitarras arrasadora (riffs extremante bem feitos e solos de guitarra construídos com esmero e melodias), a base rítmica da banda (baixo e bateria) é absurda, aliando peso e técnica absurdos (existem quebradas e conduções bem trabalhadas em suas músicas). Resultado: torcicolos certos!

Em termos de produção sonora, é bem audível que o grupo se preocupou bastante com o aspecto técnico da coisa, já que buscou aliar clareza sonora em bom nível com timbres distorcidos bem pensados, sabendo soar limpo e pesado nas mesmas medidas, não devendo (em termos de qualidade sonora) nada a trabalhos feitos no eixo EUA-Europa.

Quando se fala em qualidade musical do quinteto, é algo prazeroso: nossos hermanos realmente souberam compor suas músicas, fazendo um trabalho esmerado, com o acabamento bem cuidado. E isso se distribui bem nas 11 faixas do disco, algumas mais rápidas, outras mais cadenciadas e abrasivas.

Melhores momentos do CD: a explosão de brutalidade e técnica "Indignation" (os riffs são algo absurdo de tão agressivos e bem construídos), "An Unforgiving God" (um pouco mais cadenciada, com um andamento bem agressivo e ótimo trabalho dos vocais), "Traffic" e suas melodias envolventes (em meio a um andamento bem ganchudo e com toques mais modernos), a ríspida "What Could Have Been", a destruidora de tímpanos não acostumados "The Socialist" (música do vídeo de divulgação. E como essa base rítmica sabe ser sólida, pesada e técnica! Parece uma usina de força de tanta energia), a surpreendente "We Are Not Dead", e a faixa-bônus "End of Darkness", que tem uma ótima pegada Thrasher e um clima um pouco mais ameno que as anteriores.

Fantástico, e ainda bem que nossos hermanos estão começando a mostrar as garras em terras brasileiras. E sejam muito bem vindos!



Tracklist:

01. Indignation
02. An Unforgiving God
03. Traffic 
04. To Be Heard
05. What Could Have Been
06. My Sanity  
07. The Socialist
08. Blood Walkway
09. We Are Not Dead
10. No Forgiveness
11. End of Darkness


Banda:

James Wright - Vocais
Ezequiel Catalano - Guitarras
Federico Rodriguez - Guitarras
Leonardo Báez - Baixo
Hernan Martiarena - Bateria


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30 de mar de 2014

Andralls - 15 Years Breaknecking - Live in Belem (DVD)

Nota 10/10

Por Marcos "Big Daddy" Garcia


As bandas brasileiras andam investindo bastante no formato DVD para divulgar seus trabalhos nos últimos anos. E isso representa um avanço em vários sentidos, em especial para mostrar que as condições precárias para se fazer um show e mesmo para se gravar em vídeo uma apresentação está virando apenas um passado negro na história do Metal nacional. E a maior prova disso é o DVD "15 Years Breaknecking - Live in Belem" do ANDRALLS, trio de Thrash Metal moderno do Brasil, que além de estarem comemorando 15 anos de muito pescoço doído e hematomas causados pelos stagedives e moshpits de seus shows, mostram a força do público do Nordeste em termos de Metal. Um ótimo lançamento da Distro Rock Records.

Para o Nordeste, diz o Pai Marcão!

Gravado no dia 23 de Junho de 2013, em uma apresentação do trio no Teatro Experimental Waldemar Henrique, em Belém (PA), com produção da Leprosys Produções, do próprio grupo e pela On Fire Booking Agency (https://www.facebook.com/onfireagency), são 123 minutos do mais puro e duro "FasThrash" possível.

A qualidade de imagens é ótima (com o uso de várias câmeras, e edição e produção de Di Lallo e Fábio C. Lins, da AV Works Audiovisual), e a de som está perfeita (e pelo que conhecemos desses três, não tem overdub nenhum, apenas o tratamento de mixagem e masterização que foi feito por Jander Antunes, do Blue House Studio), conseguindo aliar esses fatores à captação da intensidade e energia de um show do grupo. E cada música tem a legenda com seu nome (o que ajuda bastante os fãs mais novos a começarem a aprender sobre o trabalho do grupo), bem como tem legendas em português disponíveis. E o menu interativo e feito com ilustrações de Laurindo Rodrigues (a imagem é hilária, com o desenho do Eddie soltando um urro, bem no espírito do ANDRALLS).

E ao vivo, o ANDRALLS é uma máquina Thrasher sem dó de pescoço algum!!

Andralls
O setlist do show foi escolhido muito bem, com composições que abrangem toda sua carreira, os 15 anos de pura vontade de ferro e selvageria, de investir em um estilo que era considera "fora de moda" e "morto" quando eles começaram. 

É interessante notar não só a solidez da formação (que infelizmente está desfeita, já que Alexandre Brito, batera da banda por anos, saiu do grupo), mas a interação de cada um deles com o público. Cléber se comunica muito bem entre as músicas, sabendo incendiar o público presente, mas sempre se mostrando educado (agradece sempre a presença de todos no evento), vocifera as canções com vontade enquanto toca riffs insanos e pesados, ao passo que o veterano Eddie no baixo não só se movimenta bem como interage bem com o público. E Alexandre, o querido e mano Xandão, ou como conhecemos, "Xandralls", mesmo por trás de seu kit de bateria (e é animal demais em sua técnica e pegada pesada) sabe se comunicar. E tome pérolas como "Under the Insanity", "Rotten Money", "Thrash Blood's Mine", "Cocaine", "In the Eyes of the Killer", e a clássica e incendiária "Andralls on Fire". Um show delirante, e que faz justiça à história do grupo, e que fique o testemunho: os bangers do Norte e Nordeste dão uma aula no quesito presença (pois haviam muitas pessoas na casa) e energia (pogo, slamdancing, satgedives, e tudo mais. O público estava insano!). E ver os três dando stagedives ao final do show e  cumprimentando o público é algo mágico, já que a interação público-banda é extremamente importante.

Na sessão "On the Road", temos um diário da banda, mostrando cenas da "Breakneck Tour", tocando em shows em várias cidades (Europa e Brasil), e chega a ser cômica a maneira que a banda posta em vários momentos, piadas aos montes, participação no programa de TV "Ritual Sonoro", então, deixaremos aos fãs como dever de casa a apreciação e descoberta de cada um deles. E este Tour Report vale a pena ser visto várias vezes.

E como se já não fosse muito, ainda temos na sessão "extras" um mini documentário, onde eles contam a história do ANDRALLS, com a presença de vários ex-membros, Alex Coelho, Gustavo Pinheiro, Júnior, Fabiano Penna (sim, ele mesmo, o ex-REBAELLIUN e ex-THE ORDHER, e produtor musical), Dewidson e Di Lallo. E tudo isso em ordem cronológica, seguindo os anos e os discos do grupo. Mas ver Cléber, Eddie e Alexandre em um bar e comendo tira-gostos enquanto contam a história do grupo é pura irreverência.

E para cravar o último prego no caixão, ainda temos os vídeos oficiais para "Subhuman Worms" e "Under the Insanity".

UM DVD que vale por cada um dos aspectos mostrados acima, como testemunhoi histórico dos 15 anos de vida do grupo. E pelo que vimos, ainda virão mais outros 15 ou 30 anos nessa vida insana!

Recomendadíssimo!




Tracklist:

- Live in Belem
01. Under the Insanity  
02. Enemy Within  
03. Rotten Money  
04. Unexpected / Fear is my Ally  
05. Thrash Blood's Mine  
06. The Age of Rage  
07. Cocaine  
08. Mercy Mass / Land of Disgrace  
09. In the Eyes of the Killer  
10. Two Sides  
11. Crosses Shall Burn  
12. Beyond the Chaos  
13. Andralls on Fire

- Documentário
- Vídeo de "Under the Insanity"
- Vídeo de "Subhuman Worms"


Banda:

Cléber Orsioli - Vocais, guitarras
Eddie C. - Baixo
Alexandre Brito - Bateria


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Ignition Overdrive - Ignition Overdrive (CD)

Independente
Nota 10/10

Por Marcos "Big Daddy" Garcia



Discos instrumentais orientados para a guitarra, como o vosso querido autor já disse algumas vezes antes, tendem a ser enjoativos para os pobres mortais que não são músicos, especialmente guitarristas. Isso se deve ao fato que, no auge da moda dos discos desse formato, nos anos 90, era um autêntico festival de auto-indulgência por parte dos guitarristas, que sobrecarregavam nossos ouvidos com milhões de notas por segundo. Mas sempre houveram, ainda bem, aqueles que fizeram da sobriedade e da música em si o maior objetivo, de compor para que todos pudessem ter a compreensão e acesso ao trabalho. E esses guitarristas podemos chamar de monstros da composição, já que tocar como ou emular um "rachador" é muito simples, mas compor é que são elas. Mas é bom ouvir um disco como "Ignition Overdrive", do projeto IGNITION OVERDRIVE, do guitarrista Rodrigo Santos, pois ele prova que realmente é um dos monstros da composição.

Sim, Rodrigo saber não só usar bem as seis cordas de sua guitarra (técnica ele tem, e muita), mas ao mesmo tempo, como um autêntico JOE SATRIANI brasileiro, ele foca seu trabalho nas composições. Nada de "rachadas", acordes à velocidades relativísticas, nada disso. O disco possui técnica, mas as composições é que são importantes, e assim, o feeling, a pegada e mesmo a técnica de Rodrigo se mostra apurada. É um senhor músico, diga-se de passagem, já que ele usa de Rock, Fusion e mesmo um pouco de Blues em suas composições. E que disco maravilhoso!

Rodrigo Santos (Ignition Overdrive)
Produzido pelo próprio Rodrigo, que gravou e mixou o trabalho, deixando a masterização nas mãos de Paulo Torres, a sonoridade do disco é translúcida, de forma que cada arranjo e acorde, cada simples nota, está audível, cada detalhe exposto, em algo que realmente nos comove. E isso ainda nos dá a clara visão que "Ignition Overdrive" teve um cuidado bem artesanal ao ser composto, gravado, mixado e masterizado.

A arte é bem explorada na capa e contracapa, nada exagerado, mas funcional, ao passo que o encarte trás apenas as informações necessárias e agradecimentos. Um trabalho simples, mas eficiente e bonito.

Ao ouvir o disco, é clara a impressão que as canções foram buriladas em um período bem longo, já que as músicas são muito bem cuidadas e acabadas. E nisso, vemos que o disco soa homogêneo, um trabalho bem acabado em termos musicais, e um deleite para nossos ouvidos!

Não há como destacar a melhor, então, a análise é: o disco abre com a mezzo Rock, mezzo "bluesy" com arranjos ótimos "Doomsday Blues" (a sonoridade da guitarra nos envolve completamente), seguida pela instigante e modernosa "Full Throttle" (onde realmente a guitarra mostra uma bela técnica), a ganchuda e empolgante "Gotta Push" (arranjos um pouco intrincados e bem pensados aqui), e a charmosa e bela "Breathe". Na sequência, temos a agressiva e pesada "Flux 31", a mais Hard "Thunderous Roar" (belos toques de Fusion aqui e ali), a mais sentimental "Branca" (é incrível como a guitarra soa com cera gentileza aos ouvidos. E pode parecer exagero, mas é a real impressão que temos: de algo mais gentil e delicado que nos envolve), "Bogus Fire" é mais seca e ríspida, com lindos arranjos (aqui, a bateria dá uma bela marcação junto com o baixo), a totalmente Fusion e diversificada "Can't Bring Me Down" (aqui sim a guitarra começa a  se exibir, mas de uma forma tão sutil que não soa enjoativa), e a com doses de Funk e Rhythm'n'Blues "Wonderful Sky", sem perder a veia roqueira do trabalho, com arranjos macios e fechando o CD com chave de ouro.

Sim, o disco é maravilhoso, uma aula de como se toca guitarras para todos, um tapa na cara dos "rachadores" e "pranksters" que só querem se exibir. E fazendo um disco onde o que importa mesmo é a música, o IGNITION OVERDRIVE mostra que a genialidade é algo que fica nas mãos não do grande músico, mas do grande compositor.

Ouçam 10, 15, 20 vezes, ah, ouçam até o CD player pifar! E não esqueçam: MP3 ilegal é coisa de fru-fru...






Tracklist:

01. Doomsday Blues
02. Full Throttle
03. Gotta Push
04. Breathe
05. Flux 31
06. Thunderous Roar
07. Branca
08. Bogus Fire
09. Can't Bring Me Down
10. Wonderful Sky


Banda:

Rodrigo Santos - Guitarras, baixo, bateria


Contatos:

Lusferus - Black Seeds ov Obscure Arts (CD)

Nota 9,5/10

Por Marcos "Big Daddy" Garcia


Em termos de Black Metal, o Brasil sempre revelou grandes bandas. Não há como negar o potencial do estilo em nossas terras, já que nomes como SARCÓFAGO (um dos mais seminais grupos do gênero), MYSTERIIS, OCULTAN e outros surgiram neste território. E mais um nome começa a despontar no estilo em nosso país: LUSFERUS, um quarteto vindo de Ribeirão Preto (SP) e que mostra força em seu segundo álbum, o ótimo "Black Seeds ov Obscure Arts", lançado recentemente pela Eternal Hatred Records. E senhores, que disco excelente, destruidor de pescoços!

Seguindo uma escola não tão tradicional como as da Primeira e Segunda gerações do Black Metal, o grupo mostra potência e peso, sabendo aliar muito bem velocidade, peso, técnica e uma atmosfera soturna em suas composições. Mas ao mesmo tempo, não chegará a escandalizar fãs mais tradicionais com algumas melodias que surgem dos arranjos de guitarra aqui e ali, junto com a base baixo/bateria bem entrosada e firme, e vocais rasgados muito bons. Em certos momentos, eles parecem rebuscar elementos de bandas do underground sueco, como o THORNIUM, e outras mais conhecidas como o DARK FUNERAL. Mas isso tudo sem ser uma cópia, já que personalidade deles possuem, e muita.

Com a produção nas mãos do próprio quarteto, mais a masterização de Rômulo Ramazini (que ainda fez toda a engenharia sonora do CD), mais a masterização de Márcio Herzer, podemos dizer que peso, clareza e muita agressividade não são problemas para os fãs, pois a qualidade dos três itens está muito boa. 

Lusferus
Em termos artísticos, a banda preferiu seguir uma estilística mais tradicional, focada em algo mais simples, priorizando o uso da cor negra com contrastes em tons de marrom esmaecidos e claros, beirando o dourado fosco. Ou seja, os fãs mais ortodoxos do gênero não terão do que reclamar. A designer Ana Cristina Ferreira soube realmente captar e traduzir para a a arte visual o que a banda quer dizer com sua música.

Qualitativamente, o trabalho do grupo mantém um ótimo nível, sabendo ser interessante em cada faixa, mas mesmo assim, a técnica da banda é bem interessante, pois sabem variar e surpreender o ouvinte de forma positiva a cada momento. Sim, as músicas possuem bom nível musical, e os arranjos puxam o resultado final para cima. Resumindo: é bom demais!!!

Melhores momentos: a veloz e variada "The Eye" (uma ótima faixa de abetrura, com velocidade e ótima técnica da bateria, especialmente nos bumbos e viradas), a mais quebrada e instigante "Novam Aetate" (que trabalho absurdo de guitarras e bateria!), a sinistra "Black Seeds ov Obscure Arts" (que começa cadenciada, mas logo ganha velocidade e diversidade instrumental, com excelentes vocais), a mórbida e climática "Voices from Beyond", e a destruidora "The Day that Earth Shall Burn" (essa dupla de guitarras é verdadeiramente excelente! Que arranjos!).

Um disco excelente, que merece ser ouvido, comprado e colocado quando quiser pôr os vizinhos churrasqueiros fãs de pagode para correr.





Tracklist:

01. The Eye
02. Novam Aetate
03. Seasons of the Suffering
04. Path of the Serpent
05. Black Seeds ov Obscure Arts
06. Voices from Beyond
07. Dark Times
08. The Day that Earth Shall Burn


Banda:

Goehrnis - Vocais, guitarra solo
Ivåder - Bateria, Vocais
Solrac - Guitarra base, backing vocals
Mutt - Baixo, backing vocals


Contatos:

MS Metal Press (Imprensa)